Lady says:
- Cíntia, cadê a mãe?
- Ela queria aprender a fazer uma tabela*...
Cíntia says:
- Primeiro, ela tem que aprender a mirar bem o bolão! ahuahuahuahauhauha!!!
*Tabela.doc, Cíntia, tabelapontodoc ... ¬¬
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domingo, 3 de maio de 2009
Sobre as mães da nossa família...
Antigamente, era comum almoçarmos quase todo domingo na casa da tia Sandra, que na época era conhecida no bairro como General por causa do temperamento forte e excelente relacionamento com vizinhos. Era Dia das Mães, e como de costume, uma parte do povo almoçava e ia dormir em seguida, enquanto a outra parte ficava jogando baralho ou conversa fora. Como a dona da casa, no caso a tia Sandra, já estava dormindo há muito tempo, sua filha Fabíola, ficou irritada, choramingando porque queria passear e, segundo ela, "a mãe vai acordar com uma cara desse tamanho e não vai querer sair...". Foi aí que a minha mãe, irmã da tia Sandra, teve uma brilhante ideia....
[contextualizando] na época, uma rádio da cidade SUPER FAMOSA sorteava "the versos" prêmios típicos da data AO VIVO e percorriam a cidade inteira fazendo a entrega.
A maldadinha:
Com um celular, e escondida atrás de um carro que estava no quintal, uma das irmãs de tia Sandra ligou na casa, fingindo que era ... a moça da rádio da promoção!
Fabíola: (sussurrando, à porta do quarto de Tia Sandra) - Quem? Ah, ela tá dormindo... é 'daonde'?
Moça da Rádio: -...
F : - Ah, noventaesetevírgulasete? Ué... bom, sim, ela está, mas está dormindo... por quê?
Nisso, tia Sandra , que já tinha caído na maldadinha, sai rapidinho do quarto e toma o telefone da Fabíola:
tia Sandra: - Oi, é a Sandra... quem tá falando?
Moça da rádio: ....
T. S. : - Aiiiii, eu não acredito!!! Da noventaesete? a rádio?
M.R.: -...
T.S.: - SÉRIO?! Aiiiii, eu não acredito!!! Ai, sim... claro... é na Rua Bananais, número um, vila Xurupita...
M.R.:-...
T.S.: - Sim, vou até fazer um cafezinho!!! Tchau!!!
M.R.: ...
tia Sandra abriu os braços e gritou para nós, que assistíamos a cena:
Eis que ela viu tia Sara com o celular na mão, saindo de trás do carro... e tudo fez sentido. E o grito de alegria que quase saiu, vira um urro de raiva. Ela fica parada alguns segundos e incorpora um espírito matador que sai correndo atrás de todos, meus primos, primas, tios, tias, avós e até mesmo meu pai, que estava com o pé quebrado. Tentou nos perseguir com (pasmem!) um copo com água.
Horas depois ela finalmente conseguiu pegar alguém, que por sinal foi meu pai ( pé quebrado), que ainda desafora:
" Hahahahaha! Bem que tentou se vingar, mas no copo a água que sobrou não dava nem um gole!"
E toda vez que lembro desse episódio, penso : Vou botar filho no mundo pra quê? Pra fazer correr descabelada na rua atrás do ex-cunhado com um copo com água?
[contextualizando] na época, uma rádio da cidade SUPER FAMOSA sorteava "the versos" prêmios típicos da data AO VIVO e percorriam a cidade inteira fazendo a entrega.
A maldadinha:
Com um celular, e escondida atrás de um carro que estava no quintal, uma das irmãs de tia Sandra ligou na casa, fingindo que era ... a moça da rádio da promoção!
Fabíola: (sussurrando, à porta do quarto de Tia Sandra) - Quem? Ah, ela tá dormindo... é 'daonde'?
Moça da Rádio: -...
F : - Ah, noventaesetevírgulasete? Ué... bom, sim, ela está, mas está dormindo... por quê?
Nisso, tia Sandra , que já tinha caído na maldadinha, sai rapidinho do quarto e toma o telefone da Fabíola:
tia Sandra: - Oi, é a Sandra... quem tá falando?
Moça da rádio: ....
T. S. : - Aiiiii, eu não acredito!!! Da noventaesete? a rádio?
M.R.: -...
T.S.: - SÉRIO?! Aiiiii, eu não acredito!!! Ai, sim... claro... é na Rua Bananais, número um, vila Xurupita...
M.R.:-...
T.S.: - Sim, vou até fazer um cafezinho!!! Tchau!!!
M.R.: ...
tia Sandra abriu os braços e gritou para nós, que assistíamos a cena:
"EU GANHEI UM FOGÃO!!!"
Eis que ela viu tia Sara com o celular na mão, saindo de trás do carro... e tudo fez sentido. E o grito de alegria que quase saiu, vira um urro de raiva. Ela fica parada alguns segundos e incorpora um espírito matador que sai correndo atrás de todos, meus primos, primas, tios, tias, avós e até mesmo meu pai, que estava com o pé quebrado. Tentou nos perseguir com (pasmem!) um copo com água.
Horas depois ela finalmente conseguiu pegar alguém, que por sinal foi meu pai ( pé quebrado), que ainda desafora:
" Hahahahaha! Bem que tentou se vingar, mas no copo a água que sobrou não dava nem um gole!"
E toda vez que lembro desse episódio, penso : Vou botar filho no mundo pra quê? Pra fazer correr descabelada na rua atrás do ex-cunhado com um copo com água?
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Diálogos [Cadê o saco do Noel?!]
- Olha Mimi, eu não vou pedir pra você não acreditar nessa história da Lady falar que não comeu duas tapiocas e um cachorro-quente. Você acreditou até mesmo quando ela se vestiu de Papai Noel!
- Foi aquela vez que eu e o Fê ganhamos as bicicletas?!
- Exatamente!
- É verdade! Com a barba branca e tudo!
- Sim, bem essa vez.
- Ah, sim... acho que eu lembro...as bicicletas ficaram escondidas de nós em cima da casa...
- E daí que uma hora você, toda deslumbrada, feliz da vida com o Papai Noel, falou: "Olha... O Papai Noel tem unhas pintadas!!!"
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Espírito [de porco] natalino...
É verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade dizer que as maior mentira do mundo é contada no período mais festivo do calendário: o Natal...
Ah, o Natal...
Quando crianças, somos persuadidos a gostar de um cara branquelo, pançudo, que veste pesadas roupas de frio de cor vermelha e luvas em pleno verão, tem uma enorme e medonha barba branca [às vezes descaradamente falsa] e recruta pobres e magérrimas renas para carregá-lo. Como fazer uma criança gostar [ou aceitar] de uma criatura dessas que, sob o ponto de vista infantil, pode parecer mais medonha do que o Ozzy, meu Deus? Simples! Basta dizer que o tosco tiozão rechonchudo tem um bom coração e um saco cheio [!] de presentes, ao contrário do comedor de cabeça de morcego. Depois dizem que criança é interesseira por natureza...
A partir daí, para garantir a recompensa com o bom velhinho, basta obedecer todas as regras, escovar bem os dentes, tirar boas notas. Cair no conto do Noel, poço de bondade que sai todo ano de sua casinha do Polo Norte para distribuir presentes e esperança mundão afora, não é tão difícil assim. A não ser que surja um primo mais velho, vizinho ou coleguinha do colégio para estragar a festa e dizer que só você, seu mané, não percebeu que é mentira! É o encapetado sabe-tudo quem vai entregar que são os seus pais que deixam todo ano o desejado presentinho ao pé da árvore enquanto você dorme. Felizmente agora a sua "fonte" não está mais a milhares de quilômetros de distância e mora sob o mesmo teto que você. Oba! Oba! Que alegria! Tudo ficou tão fácil agora!!! Tá, mas.... e os seus sonhos? E a sensação de ter sido passado pra trás, cara de bocó e todo aquele lance de dormir cedo, sendo que o presentão já estava ali, debaixo do seu nariz, como é que fica? Quem vai ressarcir este constrangimento infantil?
Essa enrolação toda é para contar, sob o formato Especial de Natal, como foi o meu caso. Não, não...sinceramente não lembro quem me contou o grande segredo do Noel, mas lembro bem que, no auge dos meus nove anos, numa bela tarde de verão de dezembro na casa de minha avó, cheguei e falei na lata, sem dó nem piedade, para um primo mais novo que esse tal Noel, duendes, renas e o resto do pacote era a maior lorota que os adultos inventavam só para fazer com que ele se comportasse durante o ano, enquanto o mesmo escrevia alegremente sua listinha de desejos. Ele relutou, foi um choque, mas acabou percebendo a cruel realidade que apenas eu tive coragem de dizer e fora omitida por todos os adultos.
O que será que Platão pensaria dessa Alegoria da Caverna Kids?
Crianças... Nunca subestime sua criticidade.
Ah, o Natal...
Quando crianças, somos persuadidos a gostar de um cara branquelo, pançudo, que veste pesadas roupas de frio de cor vermelha e luvas em pleno verão, tem uma enorme e medonha barba branca [às vezes descaradamente falsa] e recruta pobres e magérrimas renas para carregá-lo. Como fazer uma criança gostar [ou aceitar] de uma criatura dessas que, sob o ponto de vista infantil, pode parecer mais medonha do que o Ozzy, meu Deus? Simples! Basta dizer que o tosco tiozão rechonchudo tem um bom coração e um saco cheio [!] de presentes, ao contrário do comedor de cabeça de morcego. Depois dizem que criança é interesseira por natureza...
A partir daí, para garantir a recompensa com o bom velhinho, basta obedecer todas as regras, escovar bem os dentes, tirar boas notas. Cair no conto do Noel, poço de bondade que sai todo ano de sua casinha do Polo Norte para distribuir presentes e esperança mundão afora, não é tão difícil assim. A não ser que surja um primo mais velho, vizinho ou coleguinha do colégio para estragar a festa e dizer que só você, seu mané, não percebeu que é mentira! É o encapetado sabe-tudo quem vai entregar que são os seus pais que deixam todo ano o desejado presentinho ao pé da árvore enquanto você dorme. Felizmente agora a sua "fonte" não está mais a milhares de quilômetros de distância e mora sob o mesmo teto que você. Oba! Oba! Que alegria! Tudo ficou tão fácil agora!!! Tá, mas.... e os seus sonhos? E a sensação de ter sido passado pra trás, cara de bocó e todo aquele lance de dormir cedo, sendo que o presentão já estava ali, debaixo do seu nariz, como é que fica? Quem vai ressarcir este constrangimento infantil?
Essa enrolação toda é para contar, sob o formato Especial de Natal, como foi o meu caso. Não, não...sinceramente não lembro quem me contou o grande segredo do Noel, mas lembro bem que, no auge dos meus nove anos, numa bela tarde de verão de dezembro na casa de minha avó, cheguei e falei na lata, sem dó nem piedade, para um primo mais novo que esse tal Noel, duendes, renas e o resto do pacote era a maior lorota que os adultos inventavam só para fazer com que ele se comportasse durante o ano, enquanto o mesmo escrevia alegremente sua listinha de desejos. Ele relutou, foi um choque, mas acabou percebendo a cruel realidade que apenas eu tive coragem de dizer e fora omitida por todos os adultos.
O que será que Platão pensaria dessa Alegoria da Caverna Kids?
Crianças... Nunca subestime sua criticidade.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Diálogos -
Às seis da manhã, a caminho do trabalho, minha mãe, enquanto dirige, diz:
- Uuuui, não acredito que eu fiz isso...
- Isso o quê?
- Você não viu ali atrás?
- Não..
- Você não viu que atropelei um gato? Eu não vi, acabei me distraindo, vi dois conhecidos na rua e ele estava na beirinha da rua. Quando vi, já era tarde, passei por cima dele.
- Ai, não, mãe! Não creio! Judiaria!
- Ah, mas eu não vi... agora já foi. Putz!
- Putz, mesmo!
[segundos de silêncio]
- Ah, mas ele já estava morto...
- Hã? Como assim "ele-já-estava-morto" ?!
- Sim... quando passei, ele já estava mortinho.
- Ah... então tá!
- É... dá nada...
...
...
- Ah, mas mesmo assim ... A sensação do to-tof é horrível!
- Claro que é! Péssima!
Não, minha mãe não tem o hábito de perseguir felinos distraídos em beira de calçada. A última vez, há duas semanas, foi um passarinho que, segundo ela, estava se bobeando na frente do carro...
- Uuuui, não acredito que eu fiz isso...
- Isso o quê?
- Você não viu ali atrás?
- Não..
- Você não viu que atropelei um gato? Eu não vi, acabei me distraindo, vi dois conhecidos na rua e ele estava na beirinha da rua. Quando vi, já era tarde, passei por cima dele.
- Ai, não, mãe! Não creio! Judiaria!
- Ah, mas eu não vi... agora já foi. Putz!
- Putz, mesmo!
[segundos de silêncio]
- Ah, mas ele já estava morto...
- Hã? Como assim "ele-já-estava-morto" ?!
- Sim... quando passei, ele já estava mortinho.
- Ah... então tá!
- É... dá nada...
...
...
- Ah, mas mesmo assim ... A sensação do to-tof é horrível!
- Claro que é! Péssima!
Não, minha mãe não tem o hábito de perseguir felinos distraídos em beira de calçada. A última vez, há duas semanas, foi um passarinho que, segundo ela, estava se bobeando na frente do carro...
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