Qualquer indivíduo que já andou de ônibus uma vez na vida tem história pra contar.
Rende até um livro, quem sabe, se o indivíduo, assim como eu, costuma utilizar o famigerado meio de transporte todo santo dia.
Embarcar num ônibus, às seis da tarde, que já sai lotado do terminal, não é nem um pouco fácil, seja para quem acabou de sair perfumado de casa, quem volta de uma entendiante aula, cansado do trabalho e, acredite, até pra quem já tem mais de sessenta anos e tem que passar pelo desafio de se equilibrar, pois não sobrou um único lugar.
É, minha gente, indignação é para os fracos, que nunca andaram de "jardineira".
O ônibus, transporte coletivo mais famoso, foi criado em algum momento da história, como um serviço que visava auxiliar o homem quando deslocamento tornou-se essencial para.. enfim! Quem não sabe disso? Vamos ao que interessa, que são os problemas de ordem social.
Junto com a praticidade desse veículo, vieram os conflitos desse inevitável convívio, e para minimizá-los, muita dose de paciência e bom senso são necessárias.
Fato: [Falta de] Respeito não tem idade. Quer lugar melhor que ônibus para exemplificar?
CENA I
Depois de conseguir entrar no ônibus, livrar um dos pés do espaço que cabe meio-pé sem perder o sapato, fazer em slow a dança da minhoca no asfalto quente para passar pelas pessoas até encontrar um lugar para se segurar, e depois descobrir que aquele lugar não é ideal pro seu tamanho, mudar de lugar porque você e sua bolsa não podem ocupar o mesmo espaço, e mudar de lugar mais uma vez até achar o merecido espaço que fora prometido por Alá, você respira...
CENA II
Você inspira... expira... inspira... expira. Olha pra fora, e divaga ... pensa no caos aéreo... no próximo feriado, no aniversário do Fagundes, numa oração, na novela, no Hercólubus, no cheque que cai amanhã, no trajeto, no passinho pra trás que o cobrador pede, na cor da chita, no boletim dos filhos, nas fotos da festa que ficaram ótimas, e até se atreve a reorganizar seu arquivo mental com coisas boas um pouquinho. Até que, percebe que também embarcou e está ali, bem ali do seu lado, um homem de idade avançada, obeso, hipertenso, com problemas nos joelhos se apoiando numa muleta e que mal consegue disfarçar que aquela posição não é nem um pouco cômoda para ele.
Você olha para os lados, ele olha para os lados, os outros olham para fora...
Você olha para quem está sentado, ele olha para quem está sentado e os outros olhos continuam a olhar para fora. Vocês se olham.
Você continua a olhar para quem está sentado, ele está resignado a viajar de pé e os outros... COMO ASSIM QUE AQUELE MALDITO CASALZINHO, COM CARA DE BANHO RECÉM-TOMADO, INDO PARA O COLÉGIO, QUE ESTÁ BEM NA FRENTE DELE CONSEGUIRAM VIRAR DE COSTAS PRA ELE E EU NÃO PERCEBI?!
Você começa a olhar o jovem casal , ele desistiu e os outros ignoram...
Você continua a olhar o casalzinho [Malditos! Malditos!], ele se apóia resignadamente na muleta e a mocinha... COMO ASSIM, OLHANDO FEIO PRA MIM?!
Pois saiba, você não está causando constrangimento algum por causa do bendito idoso que usa muleta, você está de olho no "charmoso" namoradinho vesgo, sem dentes e cara-de-samambaia da guria!
A namoradinha continua olhando feio enquanto você respira fundo, tenta conter o calor que a raiva causa. Percebe então, que bem na sua frente há duas mulheres sentadas, conversando. Elas não viram o bendito-homem-da-muleta, mas são a sua única salvação e, claro, a melhor oportunidade para azucrinar o maldito Casal Malhação da Laje.
CENA III
Delicadamente, você se abaixa e, cochichando no ouvido de uma delas, pede:
"Oi, moça! Desculpe-me, mas será que você poderia dar o seu lugar para aquele senhor de muleta ali atrás?!" e aponta, não na direção do homem, mas na direção do casal, que FINALMENTE está constrangido!
[Fogos de artifício!]
Ela obviamente cede o lugar e se justifica, dizendo que não o viu, o que você sabe, mas você precisa desesperadamente atrair olhares para o parzinho Pão com Mortadela:
" Não tem problema, eu vi. Você é a única no ônibus que ocupa lugares. Alguns não podem porque estão com cara de quem ficou em casa o dia inteiro cuidado a coceira."
A moça ri, concorda e alfineta:
"É, tem gente que NÃO SE TOCA, mesmo."
E lança um olhar furioso para os dois, pois ela, ao contrário deles, trabalhou o dia inteiro... e em pé.
A namoradinha, que está roxa, fica azul. O namoradinho finge que não é com ele, puxa a campainha.Você ri junto e, não satisfeita, completa:
"Bom, não tem cara de quem trabalha, mas pelo menos de quem acredita que vai ganhar muuuuito dinheiro e não vai mais andar de ônibus quando envelhecer..."
E ambos descem em seguida, de mãos dadas.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Links de morcegagem.
Faça você um Retrato-falado.
Você já parou pra pensar quanto tempo gasta com algumas tarefas do dia a dia?
[Divirtam-se, crianças! ;)]
Você já parou pra pensar quanto tempo gasta com algumas tarefas do dia a dia?
[Divirtam-se, crianças! ;)]
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Link útil?
Como fazer o seu próprio outdoor
Genial. Mas nunca tentem fazer isto em casa, se é que vocês me entendem.
Genial. Mas nunca tentem fazer isto em casa, se é que vocês me entendem.
domingo, 21 de outubro de 2007
- So go..
" I did. I walked out the door. I was too nervous. I thought, maybe you were a nut. But you were exciting. I felt like I was a scared little kid..."
[Coisinha mais sentimentalóide da mamãe...]
[Coisinha mais sentimentalóide da mamãe...]
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Mundo cão
Sequestrador de cão exige US$350 mil de resgate na Colômbia
"Um sequestrador colombiano exigiu 350 mil dólares para devolver uma pastor alemão levado de uma família rica em Bogotá, mandando inclusive como prova de vida um vídeo e um bilhete que dizia "É assim que seu cachorro chora à noite'."
Já pensou se essa prática virasse moda no Brasil? Há um certo tempo, um cãozinho que meus parentes criam , viveu momentos de terror [vinheta do Linha Direta]. Piti, um carrancudo pequinês, desapareceu misteriosamente após um de seus passeios.
A possibilidade de Piti fugir e se perder durante o passeio, era mínima, pois ele sempre viveu solto, na rua. Ele já tinha uma certa idade [canina], o suficiente para estar velho demais para se rebelar e cair nesse mundo [ cão ], e novo demais para esquecer o caminho de volta.
Teria ele, recebido de alguém uma irrecusável proposta de virar um Dogstar, uma vida melhor, viver cercado de cachorras , um quintal enorme para enterrar um infinito estoque de ossos, um cobertorzão de estimação bem maior do que aquele que seu antigo dono havia dado? Seria apenas uma súbita vontade de conhecer as franjas do mar? Seria a Turma da Carrocinha que capturou e levou o pobre Piti para a Fantástica Fábrica de Sabão ? Mistério!
Nem Sherlock Holmes conseguia imaginar o que poderia ter acontecido. A agonia daquela pobre família já durava semanas , e aos poucos, perceberam que, cedo ou tarde, teriam que se acostumar com o vazio da casa, com o sossego do carteiro, e sem as cenas do cobertorzinho azul, alvo da carência sexual do pobre cão.
Numa certa manhã, uma surpresa. A veterinária da clínica que Piti era "freguês" avisou que um cão IDÊNTICO ao dito-cujo estava na clínica para banho e tosa, e foi deixado por um rapaz [mano] . Imediatamente os [aflitos] donos foram até a clínica e, confirmaram que era mesmo seu lindo cãozinho desaparecido, Piti.
Oh, mas que alegria! Que beleza!
Mas e agora? Como resgatá-lo de um homem que dizia ter "encontrado" Piti e se negava a devolvê-lo?
Todas as tentativas de argumentar não funcionaram, o jovem [mano] estava irredutível:
"- Não, agora ele é meu, já peguei amoR pélo bechenho!" [carioquês]
De um lado, pai e filha, os verdadeiros donos, que há mais de dez anos haviam trazido de outro estado aquele cãozinho que um dia se chamou Maguila. Do outro, um jovem [mano] , que apaixonou-se à primeira vista pélo bechenho.
A discussão só teve fim quando a polícia foi chamada. O "novo" dono, desesperado, saiu em disparada pelas ruas da cidade, segurando o bechenho pelo pescoço e , pasmem ... TENTANDO estrangulá-lo.
Correria, gritaria: Polícia e donos perseguem o pobre rapaz [mano] .
Quando é finalmente alcançado, o jovem [mano] cai na calçada e, estrangulando o cão, grita:
" - É MEEEEU!"
[baseado em fatos verídicos.]
"Um sequestrador colombiano exigiu 350 mil dólares para devolver uma pastor alemão levado de uma família rica em Bogotá, mandando inclusive como prova de vida um vídeo e um bilhete que dizia "É assim que seu cachorro chora à noite'."
Já pensou se essa prática virasse moda no Brasil? Há um certo tempo, um cãozinho que meus parentes criam , viveu momentos de terror [vinheta do Linha Direta]. Piti, um carrancudo pequinês, desapareceu misteriosamente após um de seus passeios.
A possibilidade de Piti fugir e se perder durante o passeio, era mínima, pois ele sempre viveu solto, na rua. Ele já tinha uma certa idade [canina], o suficiente para estar velho demais para se rebelar e cair nesse mundo [ cão ], e novo demais para esquecer o caminho de volta.
Teria ele, recebido de alguém uma irrecusável proposta de virar um Dogstar, uma vida melhor, viver cercado de cachorras , um quintal enorme para enterrar um infinito estoque de ossos, um cobertorzão de estimação bem maior do que aquele que seu antigo dono havia dado? Seria apenas uma súbita vontade de conhecer as franjas do mar? Seria a Turma da Carrocinha que capturou e levou o pobre Piti para a Fantástica Fábrica de Sabão ? Mistério!
Nem Sherlock Holmes conseguia imaginar o que poderia ter acontecido. A agonia daquela pobre família já durava semanas , e aos poucos, perceberam que, cedo ou tarde, teriam que se acostumar com o vazio da casa, com o sossego do carteiro, e sem as cenas do cobertorzinho azul, alvo da carência sexual do pobre cão.
Numa certa manhã, uma surpresa. A veterinária da clínica que Piti era "freguês" avisou que um cão IDÊNTICO ao dito-cujo estava na clínica para banho e tosa, e foi deixado por um rapaz [mano] . Imediatamente os [aflitos] donos foram até a clínica e, confirmaram que era mesmo seu lindo cãozinho desaparecido, Piti.
Oh, mas que alegria! Que beleza!
Mas e agora? Como resgatá-lo de um homem que dizia ter "encontrado" Piti e se negava a devolvê-lo?
Todas as tentativas de argumentar não funcionaram, o jovem [mano] estava irredutível:
"- Não, agora ele é meu, já peguei amoR pélo bechenho!" [carioquês]
De um lado, pai e filha, os verdadeiros donos, que há mais de dez anos haviam trazido de outro estado aquele cãozinho que um dia se chamou Maguila. Do outro, um jovem [mano] , que apaixonou-se à primeira vista pélo bechenho.
A discussão só teve fim quando a polícia foi chamada. O "novo" dono, desesperado, saiu em disparada pelas ruas da cidade, segurando o bechenho pelo pescoço e , pasmem ... TENTANDO estrangulá-lo.
Correria, gritaria: Polícia e donos perseguem o pobre rapaz [mano] .
Quando é finalmente alcançado, o jovem [mano] cai na calçada e, estrangulando o cão, grita:
" - É MEEEEU!"
[baseado em fatos verídicos.]
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Teoria da Criação?
Estive repensando a possibilidade de criar de verdade um blog , assim como manda o figurino, dar banho, repaginar o visual periodicamente, vacinar, decorar com links [sem frufrus!]...
Parece, mas não é nem um pouco fácil, para uma pessoa como EU, que mal consigo cuidar de mim, criar algo responsavelmente, ainda que seja tão virtual.
Lamentável, Lady. Lamentável.
Encorajada por : ReRu
Parece, mas não é nem um pouco fácil, para uma pessoa como EU, que mal consigo cuidar de mim, criar algo responsavelmente, ainda que seja tão virtual.
Lamentável, Lady. Lamentável.
Encorajada por : ReRu
domingo, 29 de julho de 2007
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